quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Perguntas para o 9ª Ano C



1) A partir de quando teve início o processo de colonização africano? E que consequências teve para os povos africanos esta colonização?


2) A partir de quando a descolonização africana ganhou força? De que forma a 2ª Guerra Mundial,  beneficiou os povos africanos em suas lutas pela independência política em relação as potências europeias?


3) Porque as nações africanas tem preferido intensificar o seu intercâmbio comercial e cultural com o Brasil e não com as nações europeias?


4) Explique porque o processo de descolonização dos países africanos não conseguiu eliminar os graves conflitos e a extrema miséria dos povos daquele continente?


5) Relacione quais são os objetivos da União Africana. Relacione tambem os seus desafios.

6) Faça um texto, expondo a sua opinião, de forma a evidenciar porque esta aproximação brasileira dos povos africanos é benéfica para o Brasil e para os povos da África?




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domingo, 26 de junho de 2016




Os nossos alunos estão fazendo profundas discussões sobre o Parque Arnulpho Fioravante, inclusive, recorrendo a valiosaspesquisas feitas por pesquisadores da UFGD. Estou bastante esperançoso de que uma grande contribuição a nossa Escola dará grande contribuição para a preservação e  a revitalização do Parque.

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quinta-feira, 23 de junho de 2016

PROJETO S.O,S PARQUE ARNULPHO FIORAVANTE, MAIS UMA AÇÃO


Nesta terça feira (21/06/16), os alunos do 1º Ano C, Ensino Médio, Escola Menodora, realizaram mais uma atividade relacionada ao Projeto S.O.S Parque Arnulfo Fioravante, oportunidade em que estiveram lendo e debatendo a excelente pesquisa realizada pelos professores da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) Maria Lída Matsumoto, Zefa Valdivina Pereira, Joelson Pereira Gonçalves, Andréia Sangalli e Shaline Séfara Lopes Fernandes, denominada "Avaliação Ambiental do Parque Urbano Arnulpho Fioravante para Adoção de Estratégias de Restauração.

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segunda-feira, 6 de junho de 2016

Nomes das Apostilas (1º B)

1) POLÍTICAS SÓCIO-AMBIENTAIS: AÇÃO DO PODER PÚBLICO MUNICIPAL NA DE DOURADOS (MS) Texto de Enio Alencar da Silva

2) Avaliação Ambiental do Parque Urbano Arnulpho Fioravante para adoção de estratégias de restauração, Autores: Maria Lida - Zefa Valdivina - Joelson Pereira - Andréia e Shaline.

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quarta-feira, 1 de junho de 2016

APRESENTAÇÃO DO PROJETO S.O.S PARQUE ARNULPHO FIORAVANTE AO COMDAM








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sexta-feira, 27 de maio de 2016

1ª VISITA DE ESTUDO AO PARQUE ARNULPHO FIORAVANTE








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quarta-feira, 20 de abril de 2016

PROJETO S.O. S PARQUE ARNULPHO FIORAVANTI



Coordeandor Geral: Professor Enio Ribeiro de Oliveira
Executores: alunos dos 1º Anos do Ensino Médio e 9º Ano A


Parque Arnulpho Fioravante, preservá-lo é o nosso dever

Justificativa: o século XXI coloca o seguinte desafio para a humanidade, qual seja, o desenvolvimento sustentável. Governantes,  empresários, industriais e a sociedade precisam entender que o modelo de desenvolvimento econômico capitalista por ser centrado no apelo ao consumismo e ao lucro desenfreados, se revelou insustentável e pode levar a extinção da vida no Planeta, inclusive, da espécie humana.
Diante disso, as instituições sociais, em especial a escola, estão colocadas diante do  seguinte desafio: o de adotarem um modelo de desenvolvimento econômico que possibilite a sociedade compreender que  novos paradigmas de desenvolvimento das nações, valorizadores de práticas racionais e ecologiamente corretas sejam adotados.

Objetivos:
- sensibilizar, em especial, os alunos, bem como os demais segmentos da comunidade escolar sobre o quanto é imperioso pensar a questão ambiental globalmente e  agir localmente;
- formulação de políticas públicas que assegurem à preservação, revitalização e a recomposição da fauna e flora do Parque Arnulpho Fioravante ;

Procedimentos: pesquisas, aulas de campo, palestras, debates, produção de documentos (artigos, vídeos-documentários, documentos reivindicatórios); 
realização de atividades de conscientização junto à população douradense: panfletagens, exibição de vídeos e debates;

RCURSOS:
- humanos: professores, técnicos, ambientalistas e parlamentares;
- materiais: máquina digital, computador, datashow, sala de tecnologia, televisão, impressora, cadernos, livros e revistas;

DESEMBOLSO:
- R$ 1.000,00 (edição de um vídeo-documentário);
- R$ 10.000,00 (edição de uma revista);
- R$ 5.000,00 (pagamento de pró-labore para palestrantes, conferencistas e técnicos);
- R$ 5.000,00 (aquisição de  filmadora, notebook e datashow;
- R$ 5.000,00 (custeio de transporte de alunos matriculados em escolas da rede estadual e municipal) ao Encontro Municipal de Políticas Públicas de Preservação e Revitalização de Parques Ambientais em Dourados, com realização prevista para o mês de novembro;
- R$ 2.000,00 (despesas com café e água) ;


 Cronograma de execução:
Maio:
- início do Projeto: aulas de campo (visitas ao Parque Arnulpho Fioravante) e estudo das leis: Política Municipal de Meio Ambiente (Lei Complementar Municipal, nº 55 - Lei Verde), da ZEIA (Zonas Especiais de Interesse Ambiental) e do trabalho-pesquisa "Avaliação de Impacto do Parque Arnulpho Fioravante para adoção de estratégias de restauração, estudos realizados pelos biólogos e professores da UFGD ( Maria Lida Matsumoto, Zefa Valdivina Ferreira, Joelson Pereira Gonçalves, Andréia Sangalli e Shaline Séfara Lopes Fernandes), publicado no beletim de geociências da Universidade Federal do Estado Paraná; 
- filmagens e fotografias;
- produção de artigos pelos alunos sobre o Parque, os quais, serão publicados no site na imprensa falada e escrita do município e no blog e canal do Projeto;


- entrevistas com pessoas que frequentam o Parque;
- entrevistas com funcionários que cuidam do Parque e com dirigentes da Polícia Ambiental e do IMAM;
- estudo do comportamento das capivaras;


- Uso da Tribuna Livre da Câmara Municipal para apresentar o Projeto aos Vereadores;
- Apresentação do Projeto ao Conselho Municipal do Meio Ambiente
Junho
- apresentação do Projeto na Semana Municipal do Meio Ambiente;

Agosto
- campanhas de panfletagem na cidade e no Parque, visando sensibilizar a sociedade sobre a importância do Parque Arnulpho Fioravante, como espaço de lazer, de educação ambiental e para a qualidade de vida da população douradense, como forma de que esta compreenda que deve preservá-lo e revitalizá-lo;
- compra de lixeiras para serem colocadas no Parque;
- estudo dos impactos ambientais provocados pelo lançamento do esgoto residencial e comercial no Parque;
- impacto das atitudes incorretas dos frequentadores do Parque para o seu ecossistema;
Outubro
- debater o papel que cabe ao IMAM e a Polícia Ambiental no Presevação do Parque;

Novembro
- realização de  encontro municipal para a formulação de políticas públicas a serem adotadas nos parques ambientais existentes em Dourados;
- entrega do documento produzido no encontro aos representantes do poderes legislativo, executivo e judiciário, sediados no município;
Dezembro
- edição de uma revista, relatando os resultados do projeto;



Propostas acrescentadas:

- Envolver a Associação Douradense de Motobike;
- Nominar as trilhas (nomes de plantas nativas);
- Aplicar um questionário aos moradores do entorno do Parque;


ESCLARECIMENTOS:
Após apresentarmos (31/05/2016) o Projeto ao Conselho Municipal do Meio Ambiente (COMDAM) , os conselheiros, solicitaram que apresentássemos um Plano de Manejo para o Parque, o qual, apresentamos logo a seguir.

Planejamento de Manejo do Parque Arnulpho Fioravante
As propostas do Plano de Manejo do Parque Arnulpho Fioravante foram feitas com base no excelente trabalho realizado na forma de parceria estabelecida entre o Instituto de Meio Ambiente e Desenvolvimento (IMAD), a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul/Campus Aquidauana (UFMS), a Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (UEMS), a Secretaria Municipal de Planejamento e Meio Ambiente (SEPLAN) e a contribuição do Sr. Wilson Ribeiro do vigia da propriedade da Prefeitura e do saudoso Engenheiro Florestal Bernardino Bezerra, que conduziu os pesquisadores a área do Parque.
.Graças a este trabalho realizado previamente, o Projeto S.O.S Parque Arnulpho Fioravante, sob responsabilidade da Escola Estadual Mendora Fialho de Figueiredo, apropriou-se do mesmo, sendo poupada de de realizar esta pesquisa no Parque. Por conta disso somos extremamente gratos aos nossos precursores, e ousamos a apresentar o Presente Projeto.
Vale dizer que a pesquisa referida no parágrafo acima abrange todo o Parque do Córrego Paragem, dentro do qual está inserido o Parque Arnulpho Fioravante. Assim sendo a Escola Menodora teve tão somente que selecionar os dados desta pesquisa que se aplicam ao Parque Arnulpho Fioravante.
Nós, coordenadores do Projeto S.O.S Parque Arnulpho Fioravante não poderíamos perder a oportunidade de parabenizarmos a caracterização tão rica pelos pesquisadores, já que os mesmos, foram muito felizes em no diagnóstico dos interesses da sociedade, no estabelecimento dos objetivos específicos que orientaram a definição do zoneamento e das ações de manejo, divididas em programas e subprogramas interdependentes.
Feitos estes esclarecimentos apresentamos a seguir as nossas propostas do Projeto S.O.S Parque Arnulpho Fioravante são para o manejo do referido Parque:
- Proteger remanescentes de vegetação nativa;
- Proteger espécies da fauna;
- Proteger os recursos hídricos;
- Recuperar ecossistemas degradados;
- Produzir sementes e mudas de espécies florestais;
- Possibilitar a pesquisa científica voltada à conservação e revitalização do Parque;
 - Proteger aspectos históricos e culturais para a pesquisa e visitação;
- Propiciar atividades de educação ambiental e recreação.
O plano de manejo proposto para o Parque Arnulpho Fioravante contempla:
 - Pesquisas que tem como objetivo proporcionar subsídios detalhados para proteção e o manejo sustentável dos recursos naturais e culturais, estando relacionado á estudos, pesquisas científicas, ao monitoramento ambiental e a geração de tecnologias que subsidiem o manejo sustentável do Parque.
Atividades Propostas pelo Projeto  
a) definir e orientar as áreas temáticas a serem investigadas;
b) conhecer detalhadamente os recursos naturais do Parque;
c)mapear áreas críticas para manutenção da biodiversidade;
d)pesquisar o uso dos habitat pela fauna local;
e) selecionar indicadores para facilitar o monitoramento;
f) proporcionar subsídios para o manejo sustentável dos recursos naturais;
g) conhecer características dos visitantes;
(h) treinamento e aperfeiçoamento profissional dos técnicos e pesquisadores;
(i) proporcionar intercâmbio com a comunidade científica.
  Requisitos do Projeto:
- utilizar pessoal especializado;
-estabelecer normas, procedimentos de pesquisa e critérios para elaboração de convênios com centros de pesquisa;
- O Projeto de Conhecimento e Pesquisa está subdividido no estabelecimento de prioridades e normatizações dos procedimentos, buscando parcerias para sua realização;
- selecionar propostas de pesquisas encaminhadas pelos parceiros;
- proporcionar apoio logístico e assegurar a obtenção dos resultados.
- as pesquisas concluídas ou em andamento dentro do Parque deverão ser incluídas em um banco de dados, com informações sobre o pesquisador principal, instituição, tema de pesquisa, objetivos, área onde foi ou deverá ser realizada a pesquisa, ano de início ou término da pesquisa, conclusões e produtos obtidos e esperados. A análise crítica dessas pesquisas deverá auxiliar na determinação dos critérios de seleção para novas pesquisas.
-um comitê assessor deverá definir os critérios de julgamento, de análise, da seleção e a recomendação das propostas a serem desenvolvidas. A definição das prioridades de pesquisa deverá ser estabelecida pelo comitê assessor, considerando os objetivos do Parque Natural, dos programas de manejo e das pesquisas até então realizadas. Deve ser estabelecida uma forma de acompanhamento e avaliação do Projeto S.O.S Parque Arnulpho Fioravante. As propostas de pesquisa deverão justificar sua relevância para o manejo e definir claramente seus objetivos, metodologia e produtos finais esperados que sirvam de indicadores para seu acompanhamento.
O Monitoramento Ambiental tem como principais objetivos:
- avaliar periodicamente as condições ambientais dos componentes bióticos e abióticos;
- acompanhar e monitorar o funcionamento e evolução dos ecossistemas naturais e alterados;
- acompanhar e avaliar o sucesso das ações de manejo;  
- acompanhar e avaliar a evolução das características socioeconômicas municipal e seus impactos e riscos sobre o Parque.
- monitoramento contínuo, com avaliação periódica do estado e integridade dos ecossistemas e das populações de espécies presentes.
- trabalhar com os indicadores obtidos em estudos e pesquisas.
Para implementação deve ser elaborado um plano de monitoramento ambiental contendo objetivos, justificativas, métodos e equipamentos necessários para monitorar cada parâmetro ambiental identificado, na perspectiva de avaliar o cumprimento dos objetivos dos diversos programas de manejo.
O monitoramento da infraestrutura e avaliação devem ser contínuos, verificando o estado de conservação de benfeitorias, estradas, trilhas, aceiros, guaritas, etc., e a partir destes indicadores verificar o desempenho do Projeto. Entre os produtos esperados estão a definição de protocolos para auditoria, manejo e um Plano de Avaliação Anual, a fim de corrigir as distorções no desenvolvimento das atividades previstas.

Geração de Tecnologia:
 Tem por objetivo fomentar e realizar pesquisas inovadoras relacionadas à análise da fauna, vegetação, sucessão ecológica, clima, solos, geologia, geomorfologia, limnologia, história da ocupação, perturbações naturais e antrópicas; processos de fragmentação e isolamento em áreas de entorno. Pesquisas associadas a indicadores biológicos e físico-químicos verificados no Parque. Os resultados das pesquisas realizadas no âmbito do Parque deverão ser transferidos através de cursos destinados ao treinamento e capacitação da sociedade em assuntos relacionados à flora, fauna e às estratégias e a conservação da biodiversidade.
Programa de Uso Público
 O Programa de Uso Público tem por objetivos proporcionar o contato direto do público com os recursos naturais do Parque, demonstrando a importância e as funções ecológica, social, cultural e histórica de uma área protegida. Também deve estimular a participação da comunidade na conservação e preservação da diversidade biológica, bem como oferecer oportunidades para estudantes e professores desenvolverem estudos sobre biologia, ecologia, geografia, história, e dos demais componentes curriculares. Entre as atividades previstas no âmbito do Projeto podem ser relacionadas:
- estudo e definição das áreas específicas para uso recreativo;
- treinamento e definição de procedimentos de supervisão de monitores/guias internos e externos;
- elaboração dos planos de educação ambiental e de interpretação da natureza e dos fenômenos históricos e culturais da área;
- produção de vídeos, folders, mapas, documentários, programas de rádio e demais estratégias para divulgação do Parque Natural. Os requisitos essenciais desse Projeto são:
a) utilizar pessoal especializado, definir e elaborar boletins contendo normas e procedimentos para estudantes e visitantes;
b) planejar o aproveitamento dos estudos e levantamentos básicos e conhecimento ecológico dos ecossistemas do Parque para elaboração de planos de educação ambiental e do plano detalhado de interpretação;
c) elaborar material audiovisual;
d) celebrar convênios com órgãos públicos de fomento as visitas;
e) providenciar a sinalização de vias de acesso ao Parque.
O Programa de Uso Público:
O programa está dividido em dois subprogramas, descritos a seguir:
- subprograma de recreação, objetivando proporcionar aos visitantes atividades recreativas de acordo com as aptidões e potencialidades dos recursos naturais específicos do Parque. As oportunidades recreacionais podem incluir:
- caminhadas; 
- piquenique;
- observação da vida silvestre;
- contemplação de belezas cênicas;
- fotografias.;
- recreio infantil;
- interpretação da natureza, história e cultura local. Os estudantes do ensino fundamental e do ensino médio da região do entorno poderão utilizar a infraestrutura do Parque, juntamente com professores e monitores, participando de palestras sobre temas ambientais e de atividades recreativas. Deverão estar previstas caminhadas em trilhas e de aprendizagem sobre a história natural de diversas espécies animais e vegetais, além de instruções sobre o uso de mapas, bússolas, receptores GPS, uso de binóculos, observação de aves e interpretação de pegadas.
Subprograma de Interpretação e Educação Ambiental:
Tem por objetivo proporcionar aos visitantes serviços de informação, educação e interpretação para que possam conhecer e apreciar os recursos naturais e entender a importância da conservação dos recursos naturais. Para atender aos objetivos desse subprograma e do subprograma de recreação, será necessário utilizar as trilhas interpretativas dos locais onde ocorrem diferentes fenômenos ambientais, interferindo minimamente no ambiente, observando aspectos como a utilização do ambiente pela fauna, alterações na vegetação (efeito de borda, destruição de habitats, exposição de raízes), mudanças no padrão de circulação de água, erosão e compactação de solos. No caso de implantação de novas trilhas, devem ser realizadas pesquisas nas áreas que possuem potencial para interpretação de fenômenos naturais, incluindo os parâmetros que deverão ser monitorados durante sua utilização. Programa de Integração com empresas localizadas no entorno do Parque, estabelecendo com as mesmas parcerias para incentivar e fomentar o desenvolvimento de atividades no entorno que sejam compatíveis com os objetivos do Parque, bem como gerenciar possíveis conflitos e atenuar impactos, divulgando ao público os benefícios desta unidade.
 Atividades previstas no Programa de Integração com o Entorno estão:
- identificar e avaliar os principais atores sociais e suas possíveis interações com a Unidade de Conservação;
- definir estratégias de ação para integração com o entorno;
- buscar parcerias para atingir os objetivos do Projeto.
O principal requisito desse programa compreende a utilização de pessoal especializado. O Programa de Integração com o Entorno está dividido em três subprogramas, descritos a seguir. Subprograma de Educação Ambiental que tem por objetivo formular estratégias de educação ambiental não formal para a população do entorno, enfatizando a importância e as vantagens do Parque e apoiar a educação formal. Esse subprograma deverá interagir com o Programa de Uso Público, bem como com as secretarias de educação estadual e municipais, definindo atividades em parceria. Esse subprograma deve centralizar ações nas relações com as populações humanas que residem no entorno do Parque, gerenciar conflitos entre usuários de terras do entorno imediato, na perspectiva de diminuir os riscos e impactos de suas atividades sobre a unidade. Além de atender as possíveis solicitações de caráter educativo e social traduzidas por projetos especiais, esse subprograma deve manter contato permanente com os moradores e empreendedores (Shopping Center, comerciantes, trabalhadores autônomos) vizinhos ao Parque Natural Municipal do Paragem, ou suas associações, de forma a solucionar conflitos de interesses, evitando que estes atinjam proporções indesejáveis.
Subprograma de Comunicação Social:
 Tem por objetivo divulgar e demonstrar o papel social, cultural e ecológico do Parque, a fim de gerenciar conflitos entre usuários de terras do entorno imediato, na perspectiva de diminuir os riscos e impactos de suas atividades sobre a unidade. Deverá auxiliar na promoção de eventos e outras atividades de cunho educativo, promovidos por rádios, redes de TV, prefeituras, ONG’s, sindicatos, etc.
Subprograma de Desenvolvimento Sustentado: Apoiar as atividades culturais das comunidades do entorno, principalmente aquelas que possibilitem alternativas de renda e que não comprometam o ambiente natural do Parque e seu entorno, fomentar projetos especiais de pesquisa que auxiliem na conservação de espécies críticas e a recuperação de áreas degradadas presentes no entorno do Parque (córrego paragem, matas ciliares e a recuperação de fragmentos de vegetação natural). O Programa de Manejo do Meio Ambiente e os propósitos desse programa estão diretamente vinculados aos objetivos fundamentais do Parque, na perspectiva da manutenção e recuperação da diversidade biológica primitiva em seu estado de evolução natural, manejo e recuperação das áreas alteradas e das populações de espécies ameaçadas, gerando tecnologias inovadoras nesse tema. Entre as atividades previstas no programa podem ser considerados a elaboração de estudos e projetos específicos para o manejo do Parque e as ações para recuperação de áreas degradadas. São requisitos essenciais desse programa:
- utilizar pessoal especializado;
-definir normas e procedimentos de manejo;
- definir estudos especiais para avaliação de procedimentos de manejo;
- manter infraestrutura necessária para coleta de sementes e produção de mudas e aquisição equipamentos.
Subprograma de Manejo da Fauna:
 Tem por objetivo a execução de estudos e projetos voltados à produção e a manter e realçar a diversidade biológica, incluindo a recuperação de populações em perigo ou extintas localmente (translocação), e o controle de espécies agressivas. O local para reintrodução deve conter requisitos essenciais para a sobrevivência da espécie (alimento, locais de abrigo e para reprodução). Também é necessário verificar aspectos referentes às condições climáticas ou microclimáticas, isto é, se são compatíveis com as de origem dos indivíduos à serem reintroduzidos e se as causas do declínio anterior da espécie a ser re-introduzida estão controladas ou não, e quais estratégias para o controle.
Subprograma de Recuperação de Áreas Degradadas:
 Tem por objetivo executar estudos e projetos voltados a restaurar ecossistemas degradados por distúrbios antrópicos ou naturais.
Nessas áreas deverão ser previstas atividades de pesquisa em sucessão natural com o estabelecimento de parcerias com universidades, institutos de pesquisas e empresas privadas, além da busca de recursos financeiros para sua execução.
Subprograma de Coleta de Sementes e Produção de Mudas:
Tem por objetivo a produção de mudas para auxiliar no Subprograma de Recuperação de Áreas Degradadas e para comercialização regional. Esse subprograma deve ter como produto principal um plano de coleta de sementes de espécies nativas, tanto para as espécies plantadas com esse fim, como também nas áreas naturais da Zona Primitiva, para produção de mudas. A definição das espécies importantes para propagação será definida conforme a demanda dos outros subprogramas. O mapeamento de sementeiras, estudos de fenologia e estratégias de coleta (diferentes indivíduos no tempo e espaço) devem ser realizados considerando um mínimo de interferência sobre a utilização do recurso pela fauna local. Dispensar cuidado para que haja um número e distribuição adequado de matrizes (sementeiras) para garantir uma alta diversidade genética entre os propágulos. Esse subprograma deve prever ainda um estudo para determinar o número necessário de mudas para a recuperação do Parque.
 Programa de Operacionalização:
O Programa de Operacionalização tem como principais objetivos:
- monitorar periodicamente o andamento e o sucesso dos objetivos das ações previstas no Plano de Manejo. Como atividades do Programa de Operacionalização estão;
- executar e supervisionar as atividades administrativas e de manutenção de rotina;
- planejar, coordenar e participar da execução de levantamentos necessários ao conhecimento, manejo e proteção da flora e fauna do Parque;
- propor, solicitar e subsidiar o desenvolvimento das atividades relativas à regularização fundiária do Parque;
- propor, fomentar, analisar e acompanhar os projetos de pesquisa de interesse no âmbito do Parque;
- viabilizar o apoio logístico para execução destes;
- a administração de recursos financeiros, otimização do uso de equipamentos e veículos, elaboração de convênios com universidades, institutos de pesquisa, ONG’s e a Prefeitura, etc.
Subprograma de Manutenção:
 Esse subprograma tem por objetivos:
- cuidar da manutenção de benfeitorias, efetuar reparos e manutenção de ferramentas e de equipamentos;
- efetuar a manutenção de vias de acesso, trilhas e aceiros;
- efetuar a coleta de lixo interno;
- definir a disposição das lixeiras e as normas de armazenamento e destinação de resíduos;
- elaborar um plano de manutenção anual dos imóveis, equipamentos, mobiliário, trilhas, sinalização, etc.
Subprograma de Proteção e Fiscalização:
 Esse subprograma tem por objetivos:
- proteger os recursos naturais e a manutenção das instalações físicas do Parque;
- proporcionar segurança aos visitantes, funcionários e pesquisadores;
- possibilitar o controle total do Parque.
Entre as atividades previstas, podem ser consideradas:
- estabelecer um sistema de fiscalização para toda a área, estabelecendo para isso parceria com a Polícia Militar Ambiental;
- retirar animais domésticos que ocasionalmente entrem no Parque;
- coibir a entrada de caçadores, coletores e outras pessoas que visam à exploração ou a destruição dos recursos naturais do Parque;
- colocar placas indicativas em todos os acessos possíveis ao Parque, além de avisos sobre a proibição da caça e coleta de plantas e/ou animais;
- manter vigilância constante e orientação dos visitantes quanto às atividades permitidas e locais perigosos do Parque, bem como manter a ordem nos locais de visitação ou uso público;
- auxiliar os demais programas de manejo.
Subprograma de Cooperação Institucional:
Normatizar os procedimentos dos serviços internos e de terceiros e propor, elaborar e acompanhar convênios com universidades, institutos de pesquisa, ONG’s, prefeituras e empresas privadas.
Subprograma de Comunicação:
Tem por objetivo divulgar ao público os recursos, programas e benefícios do Parque. Para o cumprimento dos objetivos desse subprograma deverão ser elaborados folhetos, vídeos e apresentações audiovisuais, divulgando o Parque e seus benefícios ambientais e sociais. O subprograma também deverá ter como produto a elaboração de um roteiro mínimo de apresentação do Parque.
Declaração de Significância A existência do Parque:
Para atender a este objetivo, é imprescindível o desenvolvimento de pesquisas científicas, advinda de diferentes instituições do município e região, visando conhecer e compreender o funcionamento deste ecossistema local. Do ponto de vista da conservação da biodiversidade específica, preservar esses fragmentos florestais e área de várzea significa preservar todas as espécies vivas ali existentes, cada qual com sua importância, e manter o equilíbrio da comunidade, essencial para a sua sobrevivência. Preservar e favorecer a recuperação da vegetação existente no Parque, através do conhecimento da composição e estrutura da vegetação original e da obtenção de sementes das espécies protegidas.
• Adiantar o Plano de Drenagem Urbana e Esgoto nos Bairros do Entorno
– uso de dispersores e outros;
- construir bacias de retenção e sistemas de tratamento associados no Parque Arnulpho Fioravanti (ao norte e ao oeste).
- conter entrada de posseiros no Parque;
- realizar limpeza dos entulhos e elementos não naturais (ferro-velho, telhas, etc.).
1)         É importante aqui lembrar o estreitamento de parcerias e a continuidade das existentes entre universidades e instituições de pesquisa, sociedade organizada e população do entorno, que deverão cada vez mais ser envolvidas de forma eficaz – apoiadas por informações compreensíveis dos processos, medidas e princípios envolvidos da recuperação da área do parque -, no planejamento e elaboração das fases do Plano de Manejo.

Conclusões
Quando se busca elevar os índices de qualidade de vida, a preservação dos recursos naturais, biodiversidade e patrimônio histórico do Parque, a sensibilização da sociedade para com as questões ambientais, torna-se imprescindível, visando fomentar a irradiação de políticas e práticas conservacionistas. Lembrando que o mesmo partiu de um diagnóstico e da análise do atual estágio do uso e ocupação do solo no Parque, retratando carências e necessidades para gestão do Mesmo.
Numa segunda fase eles deverão ser discutidos com todos os setores e atores sociais do município de Dourados. No intervalo entre as revisões regulares, o Plano de Manejo poderá ser revisto a qualquer momento, desde que haja uma justificativa relevante para uma melhor gestão do Parque, e submetido a um processo de consulta participativa com os agentes interessados, incluindo a população do entorno e seus usuários. Quaisquer atividades que possam ser planejadas devem esperar a conclusão desses estudos, pois eles determinarão a real área a ser utilizada, tanto para atividades que envolvam a população, quanto às de recomposição florestal. Com o restabelecimento do regime hidrológico mais próximo do original certamente a área ocupada por solos saturados poderá ser maior. As conseqüências dessas medidas deverão ser precedidas de estudos de impacto ambiental. Havendo a reestruturação dos ambientes alterados, principalmente os campos alagados, a sua cobertura vegetal será recuperada em curto prazo. De maneira geral, sugere-se sempre procurar imitar o que ocorre na natureza, tentando adaptar as informações adquiridas à escala do plantio e as às condições existentes na área a ser recuperada.
 Bibliografia


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