domingo, 27 de julho de 2014

Perguntas sobre o Projeto Tereré

Sugestões de perguntas a serem feitas sobre o Projeto Tereré
1)    Há quantos anos  produz e comercializa erva mate?
2)    Quem são os seus fornecedores?
3)    Quais os desafios que enfrenta para produzir e comercializar estes produtos?
4)    Que tipo de apoio tem dos governantes (prefeitura, governo estadual ou federal) para produzir, comercializar e  plantar erva mate?
5)    Quem são os teus clientes?
6)    Quais cidades e regiões abastece?
7)    Quais  as marcas que vende?
8)    A venda é maior de erva mate para o tereré ou para o chimarrão?
9)    Vende erva mate para o preparo de chás?
10)                      Por que a Prefeitura está estimulando os pequenos produtores de Dourados a plantarem erva mate em suas propriedades? Quantos agricultores aderiram ao projeto?
11)                      Que tipo de assistência a UEMS presta ao assentamento Itamaraty?
12)                      Vocês fabricam, plantam e comercializam erva mate para chimarrão, tereré, chás e erva a granel, isto é, erva caipira?
13)                      O Sr. Vende nas feiras estes produtos?
14)                       O que o sindicato da categoria propõe para otimizar a produção, comércio e o plantio da erva mate em Dourados e região?
Tipos de atividades que podem ser feitas:

Produção de vídeos, músicas, paródias, dramatizações, charges, poemas, artigos para jornais e blogs, danças, cartazes, entrevistas, notícias, frases, slides, folders, cartilhas, jornaizinhos sobre erva mate, tereré, chimarrão, produtores, consumidores, Cia Mate Laranjeira, camisetas, bonés, adesivos.

domingo, 18 de maio de 2014

LULA QUER A LEY DE MEDIOS. CHORA, GLOBO, CHORA !



Artigo publicado no site do Jornal Virtual: www.conversaafiada.com.br
É sempre um prazer dialogar com os jornalistas e empresários da imprensa regional brasileira. Por isso agradeço o convite da Associação dos Diários do Interior do Brasil para participar desse Congresso.

Vocês acompanharam as transformações que ocorreram no Brasil nesses 11 anos e que beneficiaram o conjunto do país, não apenas os privilegiados de sempre ou as grandes capitais.

Sabem exatamente como essa mudança chegou às cidades médias e aos mais distantes municípios.

O Brasil antigo, até 2002, era um país governado para apenas um terço dos brasileiros, que viviam principalmente nas capitais. A grande maioria da população estava condenada a ficar com as migalhas; excluída do processo econômico e dos serviços públicos, sofrendo com o desemprego, a pobreza e a fome.

Os que governavam antes de nós diziam que era preciso esperar o país crescer, para só depois distribuir a riqueza. Mas nem o país crescia o necessário nem se distribuía a riqueza.

Nós invertemos essa lógica perversa, adotando um modelo de desenvolvimento com inclusão social. Criamos o Fome Zero e o Bolsa Família, que hoje é um exemplo de combate à pobreza em muito países.

Adotamos uma política de valorização permanente do salário e de expansão do crédito, que despertaram a força do mercado interno, e ao mesmo tempo garantimos a estabilidade, controlando a inflação e reduzindo a dívida pública.

O resultado vocês conhecem: 36 milhões de pessoas saíram da extrema pobreza, 42 milhões alcançaram a classe média e mais de 20 milhões de empregos foram criados.

O Brasil não é mais um país acanhado e vulnerável. Não é mais o país que seguia como um cordeirinho a política externa ditada de fora. Não é só o país do futebol e do carnaval, embora tenhamos orgulho da alegria e do talento do nosso povo.

O Brasil tornou-se um competidor global – e isso incomoda muita gente, contraria interesses poderosos.

A imprensa cumpre o importante papel de traduzir essa nova realidade para a população. E isso não se faz sem uma imprensa regional fortalecida, voltada para aquela grande parcela do país que não aparece nas redes de TV.

Todo governo democrático tem a obrigação de prestar contas de seus atos à sociedade. E tem obrigação de divulgar os serviços públicos à disposição da população.

A publicidade oficial é o instrumento dessa divulgação, que se faz em parceria com os veículos de imprensa – desde a maior rede nacional até os jornais do interior profundo do país.

Uma das mudanças mais importantes que fizemos nestes 11 anos foi democratizar o critério de programação da publicidade oficial.

Quero recordar que esta medida encontrou muito mais resistências do que poderíamos imaginar, embora ela tenha sido muito importante para aumentar a eficiência da comunicação de governo.

Essa medida foi também uma questão de justiça, para reconhecer a importância do interior no desenvolvimento do Brasil.

Quando o companheiro Luiz Gushiken, que era o ministro da Secom em meu primeiro mandato, começou a democratizar a publicidade oficial, muita gente foi contra.

As agências de publicidade, os programadores de mídia e os representantes dos grandes veículos achavam que era uma mudança desnecessária.

Reclamaram quando o Luiz Dulci incluiu a imprensa regional na programação de publicidade do governo federal.

E reclamaram ainda mais quando o Franklin Martins aprofundou a política de democratização da publicidade, abrangendo as empresas estatais.

Diziam que para falar com o Brasil bastava anunciar nos jornais de circulação nacional e nas redes de rádio e TV.

Hoje é fácil ver como estavam errados, pois a imprensa regional está cada vez mais forte. São 380 diários que circulam 4 milhões de exemplares por dia, de acordo com os dados da ADI-Brasil.

Isso ocorre porque temos políticas que levam progresso e inclusão social ao interior do país.

De cada 3 empregos criados no ano passado, 2 se encontram em cidades do interior e apenas 1 nas regiões metropolitanas.

Nunca antes o governo federal investiu tanto no desenvolvimento regional, para combater desequilíbrios injustos e injustificáveis.

Nunca antes a relação entre o governo federal, os Estados e as prefeituras foi tão republicana quanto nestes 11 anos.

E são jornais do interior – e não os veículos nacionais – que traduzem essa realidade.

Quando chegamos ao governo, a publicidade oficial era veiculada em anunciava em 249 rádios e jornais. Em 2009, o governo federal já estava anunciando em 4.692 rádios e jornais de todo o país.

Meus amigos, minhas amigas

Pediram-me para contar aqui uma experiência com a imprensa regional no período em que fui presidente da República. Vou contar o que aprendi comparando a cobertura da imprensa regional com a que fazem os grandes jornais.

Quando o Luz Pra Todos chega numa localidade rural ou numa periferia pobre, está melhorando a vida daquelas pessoas e gerando empregos. Isso é uma notícia importante para os jornais da região.

Os grandes jornais nunca deram valor ao Luz Pra Todos, mas quando o programa superou todas as expectativas e alcançou 15 milhões de brasileiros, um desse jornais deu na primeira página: “1 milhão de brasileiros ainda vivem sem luz”. Está publicado, não é invenção.

Onde é que estava esse grande jornal quando 16 milhões de brasileiros não tinham luz?

Quando chega o momento de plantar a próxima safra, são os jornais regionais que informam sobre as datas, os prazos, os juros e as condições de financiamento nas agências bancárias locais.

Mas na hora de informar à sociedade que em 11 anos o crédito agrícola passou de R$ 30 bilhões para R$ 157 bilhões, o que a gente lê num grande jornal é que a inflação pode aumentar porque o governo está expandindo o crédito.

Quando uma agência bancária da sua cidade recebe uma linha do BNDES pra financiar a compra de tratores e veículos pelo Mais Alimentos, vocês sabem que isso aumenta a produtividade e aquece o comércio local. É uma boa notícia.

Mas quando o programa bate o recorde de 60 mil tratores e 50 mil veículos financiados, a notícia em alguns jornais é que o governo “está pressionando a dívida interna bruta”.

Quando nasce um novo bairro na cidade, construído pelo Minha Casa Minha Vida, essa é uma notícia local muito importante.

Mas um programa que contratou 3 milhões de unidades, e já entregou mais da metade, só aparece na TV e nos grandes jornais se eles encontram uma casa com goteira ou um caso qualquer de desvio.

Quando o governo federal inaugura um hospital regional, isso é manchete nos jornais de todas as cidades daquela região. O mesmo acontece quando chega o SAMU ou um posto do Brasil Sorridente.

Mas lendo os grandes jornais é difícil ficar sabendo das quase 300 UPAs, 3 mil ambulâncias do SAMU e mais de mil consultórios odontológicos que foram abertos por todo o país nestes 11 anos.

A maior cobertura de políticas públicas que os grandes jornais fizeram, nesse período, foi para apoiar o fim da CPMF, que tirou R$ 50 bilhões anuais do orçamento da Saúde.

Quando sua cidade recebe profissionais do Mais Médicos, vocês sabem o que isso representa para os que estavam desatendidos. Vão entrevistar os médicos, apresentá-los à população.

Mas quando 15 mil profissionais vão atender 50 milhões de pessoas no interior do país, a imprensa nacional só fala daquela senhora que abandonou o programa por razões políticas, ou daquele médico que foi falsamente acusado de errar numa receita.

Quando um novo câmpus universitário é aberto numa cidade, os jornais da região dão matérias sobre os novos cursos, as vagas abertas, debatem o currículo, acompanham o vestibular.

Lendo os grandes jornais é difícil ficar sabendo que nestes 11 anos foram criadas18 novas universidades e abertos 146 novos campi pelo interior do país.

É nos jornais do interior que se percebe a mudança na vida de milhões de jovens, porque eles não precisam mais sair de casa, deixar para trás a família e os valores, para cursar a universidade.

O número de universitários no Brasil dobrou para 7 milhões, graças ao Prouni, ao Reuni e ao FIES. Os grandes jornais não costumam falar disso, mas são capazes de fazer um escândalo quando uma prova do ENEM é roubada de dentro da gráfica – que por sinal era de um dos maiores jornais do país.

Quando uma escola técnica é aberta numa cidade do interior, essa é uma notícia muito importante para os jovens e para os seus pais, e vai sair com destaque em todos os jornais da região.

Quando eu informo que nesses 11 anos já abrimos 365 escolas técnicas, duas vezes e meia o que foi feito em século neste país, os grandes jornais dizem apenas que o Lula “exaltou o governo do PT e voltou a atacar a oposição”.

Quando chega na sua cidade um ônibus, um barco ou um lote de bicicletas para transportar os estudantes da zona rural, essa é uma boa notícia.

O programa Caminho da Escola já entregou 17 mil ônibus, 200 mil bicicletas e 700 embarcações, para transportar 2 milhões de alunos em todo o país. Mas só aparece na TV se faltar combustível ou se o motorista do ônibus não tiver habilitação.

Eu costumo dizer que os grandes jornais me tratam muito bem. Mas eu gostaria mesmo é que mostrassem as mudanças que ocorrem todos os dias em todos os cantos do Brasil.

Meus amigos, minhas amigas,

Quanto mais distante estiver da realidade, mais vai errar um veículo de comunicação. Basta ver o que anda publicando sobre o Brasil a imprensa econômica e financeira do Reino Unido.

O país deles tem uma dívida de mais de 90% do PIB, com índice recorde de desemprego, mas eles escrevem que o Brasil, com uma dívida líquida de 33%, é uma economia frágil.

Não conheço economia frágil com reservas de US$ 377 bilhões, inflação controlada, investimento crescente e vivendo no pleno emprego.

Escrevem que os investidores não confiam no Brasil, mas omitem que somos um dos cinco maiores destinos globais de investimento externo direto, à frente de qualquer país europeu.

Dizem que perdemos o rumo e devemos seguir o exemplo de países obedientes à cartilha deles. Mas esquecem que desde 2008, enquanto o mundo destruiu 62 milhões de postos de trabalho, o Brasil criou mais de 10 milhões de novos empregos.

O que eu lamento é que alguns jornalistas brasileiros fiquem repetindo notícias erradas que vêm de fora, como bonecos de ventríloquo. Isso é ruim para a imprensa, porque o público sabe distinguir o que é realidade do que não é.

Alguns jornalistas dos grandes veículos passaram o ano de 2013 dizendo que a inflação ia estourar, mas ela caiu. Passaram o ano dizendo que a inadimplência ia explodir, mas ela também caiu.

Diziam que o desemprego ia crescer, e nós terminamos o ano com a menor taxa da história. Chegaram a dizer que o Brasil entraria em recessão, mas a economia cresceu 2,3%, numa conjuntura internacional muito difícil.

Eu gostaria que esses jornalistas viajassem pelo interior do país, conhecessem melhor a nossa realidade, estudassem um pouco mais de economia, antes de repetir previsões pessimistas que não se confirmam.

E vou continuar defendendo a liberdade de imprensa e o direito de opinião, porque sei que, mesmo quando erra, a imprensa livre é protagonista essencial de uma sociedade democrática.

Meus amigos, minhas amigas,

A democracia é o único sistema que permite transformar um país para melhor. E ela não existe sem que as pessoas participem diretamente da vida política. Por isso digo sempre aos jovens: se querem mudar a política, façam política. E façam de um jeito melhor, diferente. Negar a política é o caminho mais curto para abolir a democracia.

Aprimorar a democracia significa também garantir ao cidadão o direito à informação correta e ao conhecimento da diversidade de ideias, numa sociedade plural. Esse tema passa pela construção do marco regulatório da comunicação eletrônica, conforme previsto na Constituição de 1988.

O Código Brasileiro de Telecomunicações é de 1962, quando no país inteiro havia apenas 2 milhões de aparelhos de TV. Como diz o Franklin Martins, havia mais televizinhos do que televisores.

É de um tempo em que não havia rádio FM, não havia computadores, não havia internet. De um tempo em que era preciso marcar hora para fazer interurbano.
No Brasil de hoje é preciso garantir a complementariedade de emissoras privadas, públicas e estatais. Promover a competição e evitar a contaminação do espectro por interesses políticos. Estimular a produção independente e respeitar a diversidade regional do país.

Uma regulação democrática vai incentivar os meios de comunicação de caráter comunitário e social, fortalecer a imprensa regional, ampliar o acesso à internet de banda larga. Por isso foi tão importante aprovar o Marco Civil da Internet.

Este é o desafio que se apresenta aos meios de comunicação, seus dirigentes e seus profissionais, nesse novo Brasil: o desafio de ser relevante num país com uma população cada vez mais educada, com um nível de renda que favorece a independência de opinião e com acesso cada vez mais amplo a outras fontes de informação.

Quero cumprimentar a ADI-Brasil, mais uma vez, pela realização desse Congresso, e dar os parabéns aos seus associados, que levam notícias para a população do interior desse imenso país.

Muito obrigado.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

MORADORES DO INTERIOR CONSOMEM R$ 827 BILHÕES POR ANO


 Artigo extraído do site do Jornal Virtual Conversaafiada
Endereço eletrônico; http://www.conversaafiada.com.br/economia/2014/05/15/interior-o-brasil-que-o-pig-ignora/
Pesquisa do Sebrae e Data Popular revela potencial do mercado longe dascapitais e as oportunidades para os pequenos negócios

De cada R$ 10 gastos no Brasil, R$ 4 correspondem ao consumo efetuado no interior do país. Levantamento inédito do Sebrae, realizado em parceria com o Instituto Data Popular, mostra que o consumo fora das capitais e regiões metropolitanas soma R$ 827 bilhões ao ano, o equivalente a 38% do total do consumo no país. Esse cenário confirma a existência de um ambiente promissor para os pequenos negócios, na medida em que metade da população brasileira vive no interior e que essas regiões vêm apresentando um crescente desenvolvimento econômico.

“O consumo no interior hoje já é maior do que o PIB de muitos países, como Chile, Dinamarca ou Portugal, por exemplo. E ainda há muito potencial de crescimento, em especial para as micro e pequenas empresas que estão nessas localidades e conhecem melhor os  mercados e as demandas da sua população”, afirma o presidente do Sebrae, Luiz Barretto. “Além disso, a pesquisa mostrou que os consumidores no interior definem suas compras principalmente com base no preço e na qualidade e dão menos importância à marca, o que favorece as empresas menores que se preparam para oferecer bons produtos e serviços”, complementa.

O Brasil tem 4,6 mil municípios fora das capitais e regiões metropolitanas que reúnem 94,3 milhões de habitantes, o equivalente a 49% da população. A grande maioria (74%) desses moradores do interior vive em áreas urbanas, e apenas 26% vivem em áreas rurais. Entre os trabalhadores, 77% ganham até dois salários mínimos (já nos grandes centros, 64% estão nessa faixa de renda). “Embora a renda seja menor no interior, o consumo vem sendo favorecido pelo desenvolvimento das cidades e pelo aumento da circulação de dinheiro nos municípios. Uma das razões é o fato que 63% dos beneficiários do Bolsa Família vivem no interior”, destaca Renato Meirelles, presidente do Instituto Data Popular.
No último ano, os moradores dessas cidades gastaram R$ 265 bilhões de reais na manutenção do lar e outros R$ 118,4 bilhões com alimentação no domicílio. Medicamentos, material de construção e alimentação fora do lar (em restaurantes, bares e lanchonetes) também estão entre os principais gastos.

Nos próximos 12 meses, esses consumidores planejam comprar principalmente móveis para a casa, TVs, geladeiras, máquinas de lavar e viajar de avião. “O desejo de consumo representa bons negócios não apenas para o comércio, mas para todos os outros segmentos envolvidos. Isso porque será preciso fabricar móveis, prestar manutenção para as TVs, geladeiras e lavadoras, ter agências de viagens e lojas para vender malas, por exemplo”, avalia o presidente do Sebrae, que vê mais chances para as micro e pequenas empresas. “73% dos municípios do interior têm menos de 20 mil habitantes, o que diminui o interesse das grandes redes. Já o pequeno negócio pode nascer e crescer na sua própria localidade e assim ainda contribui para o desenvolvimento regional”, completa.

De olho nas oportunidades, o microempresário Marcos Vinicius de Sena e Paiva concluiu em 2013 uma obra com a qual vinha trabalhando há cinco anos para ampliar sua loja. Ele é dono de um supermercado em Jequitinhonha (MG), um dos municípios atendidos pelo programa de Desenvolvimento Territorial do Sebrae. De 180 m², a área de vendas passou para 600 m² e a clientela subiu de 1,2 mil para 1,8 mil pessoas por mês, com faturamento 50% maior. “Pude dar mais conforto aos clientes, diversificar a oferta de produtos e até mesmo inserir itens mais sofisticados”, revela o empresário.

No sertão de Pernambuco, a Microempreendedora Individual Lyedja Santos Ferreira começou a fazer a decoração para as festas de aniversário da filha e, trabalhando em casa, teve a ideia de começar a vender para outros clientes. Para não depender apenas do mercado local, criou uma loja na Internet e fez sua primeira venda para Gravataí, no interior do Rio Grande do Sul. Com o aumento no volume de negócios, abriu também uma loja física, em Cabrobó (PE). “Sempre procuro melhorar participando de palestras do Sebrae que ajudam bastante, principalmente a organizar o faturamento, que eu tinha muita dificuldade. Hoje, com muito orgulho, faço parte de festas de Norte a  Sul do Brasil e até nos Estados Unidos”, comemora.

O que consomem os moradores do interior
·         R$ 265 bilhões com reforma do domicílio

·         R$ 118,4 bilhões com alimentação no domicílio

·         R$ 61 bilhões com medicamentos

·         R$ 53 bilhões com material de construção

·         R$ 52,4 bilhões com alimentação em restaurantes, bares e lanchonetes

·         R$ 51 bilhões com veículo próprio

·         R$ 36 bilhões com vestuário e confecção

·         R$ 23 bilhões com eletrodomésticos e equipamentos eletrônicos

·         R$ 22 bilhões com higiene e beleza

·         R$ 19 bilhões com educação

·         R$ 19 bilhões com móveis

·         R$ 18,5 bilhões com viagens

·         R$ 17 bilhões com recreação e cultura

·         R$ 14 bilhões com calçados

·         R$ 12 bilhões com bebidas

·         R$ 6,6 bilhões com produtos de limpeza

·         R$ 5 bilhões com livros e material escolar



O que os moradores do interior pretendem comprar em 2014
Entre os 94,3 milhões de habitantes de cidades fora das capitais e regiões metropolitanas:

·         23,2 milhões querem comprar móveis para a casa

·         17,4 milhões pretendem adquirir uma TV

·         13,2 milhões desejam comprar geladeira

·         12,1 milhões planejam adquirir máquina de lavar

·         11,8 milhões querem fazer uma viagem nacional de avião

·         9,1 milhões desejam um notebook ou netbook

·         8,8 milhões pretendem comprar moto

·         6,9 milhões querem comprar um carro

·         5,1 planejam ter um tablet

·         4,8 milhões planejam adquirir casa ou apartamento

·         4,1 milhões desejam fazer uma viagem internacional de avião

·         3,2 milhões querem comprar smartphone

sexta-feira, 14 de março de 2014

MENODORA NA LUTA POR UMA ESCOLA MAIS CIDADÃ


A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação do Brasil (CNTE), aprovou 03 dias de paralisação em todo o País na rede pública de ensino básico (escolas municipais e estaduais), nos dias 17,18 e 19 de Março. Já a Federação dos Trabalhadores em Educação do Estado de Mato Grosso do Sul (FETEMS), depois de avaliar o cenário vivido pela educação em nosso Estado, entendeu que deveríamos paralisar as nossas atividades apenas no dia 19. Por outro lado, o Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação de Dourados (SIMTED), em assembleia extraordinária  aprovou que em Dourados, as escolas públicas municipal e estadual paralisem suas atividades no dia 19, porém, no dia 18, cada escola deve realizar internamente o Dia da Cidadania.
É sobre este dia da Cidadania nas escolas que eu tecerei neste artigo algumas considerações. Esta ação pela cidadania nas escolas públicas do município, no dia 18, tem como objetivo demonstrar a toda população que não só os educadores, mas a sociedade de maneira geral, precisa ter momentos dedicados a reflexão sobre como exercer a cidadania no Século XXI, o qual, em virtude do advento e a popularização bastante intensa da internet, bem como das redes sociais, precisa desenvolver esforços no sentido de pensar como apropriar-se destas tecnologias, instrumentalizando-as para o aprofundamento da democracia participativa.
A escola, em tese, uma instituição que deve ser vanguarda no processo de apropriação e produção de cidadania, do conhecimento, de cultura e lazer, precisa pois, ter momentos dedicados a pensar sobre a melhor forma de atingir a tão nobres objetivos.
Por outro lado, sabemos que os professores, embora sejam trabalhadores intelectuais, acabam tendo um comportamento, não raro, funcionalista, isto é, estão focados na transmissão dos conteúdos programáticos das disciplinas que lecionam e preocupados tão somente em provar que fazem a escola funcionar, abdicando desta forma da sua condição de trabalhador intelectual, que é de pensar o ainda não pensado, de produzir conhecimento e não somente apropriação de conhecimento já produzido pela humanidade.
Penso que precisamos refletir sobre a natureza do fazer pedagógico realizado pelas escolas. Precisamos nos perguntar a quais objetivos devemos perseguir. A construção de uma sociedade superior, fraterna e mais solidária, logo que precisa ser transformada ou fazê-la funcionar tão somente para integrar o aluno à sociedade? Esta indagação nos remete a uma outra indagação. Uma prática na escola que vise tão somente integrar o aluno à sociedade é o suficiente? Penso que não, afinal de contas a sociedade que temos atualmente é muito injusta nos aspectos sociais, econômicos, políticos, tecnológicos e científicos, logo, é imperioso que o trabalho pedagógico na escola deva ser muito mais ambicioso, qual seja, transformá-la para então preparar o aluno para se integrar a mesma, porém, num estágio superior de desenvolvimento.
Preocupados com estes aspectos relacionados, nós os professores da Escola Estadual Menodora Fialho de Figueiredo, nos reunimos e deliberamos que  no dia 18, faremos uma reflexão sobre:
a)      A História da luta pela cidadania no Brasil, desde 1500 até 2014;
b)    Desafios que estão colocados para a Escola Menodora em nosso município, haja vista, contar com alunos oriundos de vários pontos da Cidade e Distritos de Dourados;
c)     Apresentar um pacote reivindicatório para curto, médio e longo prazos;
d)    Como apropriar-se de mecanismos mais eficazes de comunicação interna junto a sua comunidade escolar (pais, alunos e educadores).

Aliás os preparativos para o Dia da Cidadania, já estamos tentando inovar no último item, haja vista que estamos promovendo teleconferências envolvendo alunos, pais  educadores. Também na terça feira estão convidados todos os membros da comunidade escolar (pais, alunos e educadores).
Criamos um conselho editorial provisório encarregado de receber artigos, charges, vídeos para serem publicados na imprensa local, blog e site da escola, bem como na página do Facebook, sob responsabilidade da Escola. Por outro lado, aplicaremos uma avaliação aos alunos, a qual será constituída por perguntas relacionadas com as ciências sociais e da natureza, exatas e de comunicação.
Esta ação não se encerra no dia 18. Na verdade, esta data será de lançamento solene da mesma. Entendemos que precisamos ter perenidade em nossas ações, já que desta forma não estaremos apenas teorizando e sim na busca por associar teoria e prática. Que o conhecimento apropriado e produzido possa ser instrumento para a comunidade escolar intervir como êxito na sociedade e na própria Escola.

*Enio Ribeiro de Oliveira, professor de geografia da rede estadual, na Escola Menodora Fialho de Figueiredo.